Espanha supera número de mortes da China por coronavírus

Por: Diego Urdaneta e Daniel Bosque

A Espanha superou o número de mortes registradas na China em decorrência do novo coronavírus, com 3.434 vítimas fatais desde o início do surto, 738 deles nas últimas 24 horas, segundo dados fornecidos nesta quarta-feira, 25, pelo Ministério da Saúde. A China, país onde a pandemia começou, registrou até o momento 3.281 mortes.

Apenas a Itália apresenta um balanço de mortes superior ao da Espanha, que também viu aumentar em 20% o número de novos casos diagnosticados em um dia, de 39.673 a 47.610, à medida que as autoridades aumentam a capacidade de realizar testes em seus cidadãos.

Depois de uma semana e meia de confinamento quase total para os espanhóis, que deve prosseguir até 11 de abril, o governo advertiu que esta semana seria “difícil”, mas que acredita que o país está próximo de atingir o pico de contágios.

Apesar de registrar o maior número de mortes em um dia no país desde o início do surto, o ministério da Saúde também anunciou um aumento expressivo no número de pacientes curados, que quase 3.800 a 5.367.

Mais da metade das mortes (53%) se concentram na região de Madri, a mais afetada pela epidemia tanto em óbitos como em casos diagnosticados, que registrou 290 mortes nas últimas 24 horas.

Diante da saturação dos sistema de saúde e funerário, as autoridades regionais instalaram um hospital de campanha em um centro de convenções que poderá receber até 5.500 leitos e prepararam uma pista de gelo para funcionar como necrotério.

Além disso, também foi anunciado a conclusão de um contrato de 432 milhões de euros com a China para adquirir suprimentos médicos para lidar com a epidemia de coronavírus.

De acordo com o ministro da Saúde, Salvador Illa, o contrato contempla o fornecimento de 550 milhões de máscaras, 5,5 milhões de testes rápidos, 950 respiradores e 11 milhões de luvas para atenuar a falta de material na Espanha.

O Congresso espanhol deve ratificar à tarde a extensão do estado de alarme até meia-noite de 12 de abril, decretado pelo governo, que descarta interromper toda atividade econômica não essencial, como a Itália fez e algumas regiões exigem. 

“Já estamos em uma situação que, com o decreto do estado de alarme, a atividade econômica parou muito”, defendeu a ministra da Economia, Nadia Calviño. “O objetivo não deve ser parar a atividade, mas proteger os trabalhadores”, insistiu a ministra.

O governo promove a compra de material médico e de proteção e os distribui entre os diferentes centros hospitalares, em meio a críticas das regiões e dos profissionais da saúde pela escassez de máscaras ou respiradores.

“Estamos em uma situação de total insegurança e desamparo”, denunciou em comunicado conjunto os colégios de profissionais de saúde diante do contágio de até 5.400 trabalhadores do setor. 

O país também espera o apoio da Comissão Europeia, que lançou uma licitação conjunta para 25 países para equipamentos de proteção.

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